Tinha-se passado dez minutos, dez minutos onde ela havia conseguido sair de um quarto depois de horas, onde ficou pensando sobre tudo que ele havia dito, e repetia: "Mas meu amor, porque?"
Ele não havia desprezado sua personalidade aquela noite, ela não havia sido arrogante o suficiente para que fizesse dele uma pessoa quieta virada para seu lado, ela não pode evitar escutar, e foi exatamente assim:
"Como você me vê?" ela, como sempre queria uma segunda opinião sobre tudo que fazia.
"Vejo você como sempre vi, por quem sempre me apaixonei, e hoje amo".
Ela odiava aquele cinismo, odiava com toda a força o fato de saber que ele nunca iria repetir o que ela queria, ele nunca falava de amor por mais de uma vez seguida, isso a magoava muito.
E por fim tudo que ela não queria ter escutado aquela noite, ele doía tanto nos pensamentos dela, sim ele doía, doía ouvir ele dizer que já havia se apaixonado antes, amado antes, desejado alguém antes e antes.
Dez minutos e ali, sentada, não havia feito nenhum pedido, nenhum café, muito menos água, nada fazia descer aquela angústia e a vontade de ter dito que na vida, no amor, e todo esse sentimento em que ela se perdia, amor só existia mesmo um, então, por dez minutos ela ficou confusa e com medo de nunca fazê-lo ver que o que existe entre os dois talvez não seja amor.
Por: Priscila
7 de janeiro de 2009
Dez minutos
by
Priscila F.
